| Guia de Doenças |  | | Estrongiloidíase |  | | Descrição |
Nomes populares: É uma doença também conhecida pelo nome de Estrongiloidose.
O que é: Doença parasitária intestinal, frequentemente assintomática. As formas sintomáticas apresentam inicialmente alterações cutâneas, secundárias à penetração das larvas na pela e caracterizadas por reações alérgicas leves na pele (denominadas lesões urticariformes) ou erupção da pele, de origem alérgica ou infecciosa, formada por máculas (manchas) e pápulas (relevos). Também se manifestam sob a forma de lesão da pele que se curam em uma parte do corpo e se alastram por outra, parecendo se deslocar (também conhecida como lesão serpiginosa, linear ou pruriginosa - com coceira).
Distribuição no Brasil e no mundo: A doença ocorre mais em regiões tropicais e subtropicais. No Brasil, há variação regional em função da idade, diferenças geográficas e socioeconômicas. Os estados que mais frequentemente diagnosticam são Minas Gerais, Amapá, Goiás e Rondônia.
|  | | Transmissão |
Agentes causadores (patógeno e vetores): O helminto Strongyloides stercolaris.
As larvas infectantes (filarioides), presentes no meio externo, penetram na pele do homem, chegando aos pulmões, traqueia e epiglote, atingindo o trato digestivo, via descendente, onde se desenvolve o verme adulto. A fêmea parasita é ovovivípara e libera ovos larvados que eclodem ainda no intestino, liberando larvas rabditoides (não-infectantes), que saem pelas fezes e podem evoluir, no meio externo, para a forma infectante ou para adultos da vida livre, que, ao se acasalarem, geral novas formas infectantes de vida livre.
Pode ocorrer, também, auto-endoinfecção, quando as larvas passam a ser filarioides, no interior do próprio hospedeiro, sem passar por fase evolutiva no meio externo. Auto-exoinfecção ocorre quando as larvas filarioides se localizam na região anal ou perianal, onde novamente penetram no organismo do hospedeiro.
O período de incubação ocorre no prazo de 2 a 4 semanas entre a penetração na pele e o aparecimento de larvas rabditoides nas fezes. O período para a manifestação dos primeiros sintomas é variado e a fase de transmissibilidade acontece enquanto o homem portar larvas.
|  | | Diagnóstico |
Clínico (principais sintomas): A migração da larva pode causar manifestações pulmonares, como tosse seca, dispneia ou broncoespasmo e edema pulmonar (síndrome de Löefler). As manifestações intestinais podem ser de média ou grande intensidade, com diarreia, dor abdominal e flatulência, acompanhadas ou não de anorexia, náusea, vômitos e dor epigástrica, que pode simular quadro de úlcera péptica. Os quadros de estrongiloidíase grave (hiperinfecção) se caracterizam por febre, dor abdominal, anorexia, náuseas, vômitos, diarreias profusas, manifestações pulmonares (tosse, dispneia e broncoespasmos e, raramente, hemoptise e angústia respiratória). Na radiogradia de tórax, pode-se observar até cavitação. Podem, ainda, ocorrer infecções secundárias, como meningite, endocardite, sepse e peritonite, mas frequentemente por enterobactérias e fungos. Esses quadros, quando não tratados conveniente e precocemente, podem atingir letalidade de 85%.
Laboratorial (exames realizados): Exames parasitológicos de fezes, escarro ou lavado gástrico, por meio de Baermann-Moraes. Em casos grades podem ser utilizados testes imunológicos. O estudo radiológico do intestino delgado auxilia o diagnóstico.
|  | | Tratamento |
Medicação indicada por especialista e acompanhamento médico.
|  | | Prevenção |
Principais recomendações para se prevenir dos riscos de infecção compreendem:
Medidas gerais:
• Evitar construir fossas próximas a fontes de água.
• Evitar fontes de água que possam ser contaminadas com excrementos de animais.
• Manter os sanitários sempre limpos.
• No caso de verminose e especialmente a Estrongiloidíase, sempre é correto lembrar que aquela areia de parquinhos e áreas de lazer de condomínios, periodicamente deveriam ser trocada, pois as larvas desses vermes podem permanecer durante muito tempo no solo, só esperando um hospedeiro humano descalço, principalmente crianças, para completar o seu ciclo evolutivo.
Medidas individuais:
• Não defecar nem jogar fezes no chão.
• Não andar descalço.
• Lavar bem as roupas íntimas e de cama.
• Ter cuidados básicos de higiene.
• Usar instalações sanitárias adequadas.
• Lavar as mãos antes de alimentar-se.
• Lavar as mãos depois de ir ao banheiro.
• Procurar ir ao médico periodicamente, e não apenas quando se sentir doente.
• Os pais devem levar o seu filho ao pediatra periodicamente dependendo da idade da criança.
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